Onde limite é a virgula e não o ponto.


O Feirante Trovador

20/03/2014 07:42


“Ói” Minha senhora! “Ói” Meu patrão! Chega mais aqui na barraca do “Jão”!
Hoje “to” vendendo a solução! “Vo” “caba” com os “pobrema” do sertão!

Vem cá “ocêis”;

Não é aquela prosa de “Prozaic” perdida não...
É proeza da poesia que “vo” dá de coração...
E não irrita a pele da menina. Que nem aquela tal da “Irritalina”.
É rima de remédio sem ciência ou “medicina”...
E tem droga não. Daquelas vendidas que se “compra” em qualquer esquina.

 

Não se encontra na farmácia, no bar, nem na igreja.

Outros feirantes não tem fruta tão boa que seja.

E esta minha cereja “to” “entregano” de bandeja.

 
Te digo “freguêis”! ”Rémedeia” até olho de sogra! Serve “pá” tudo! 
Pra quem tem gripe, resfriado, calo ou calor, dor de corno ou é mal amado.

“Po” tapado e pro mal assombrado e “pa” menina a caça de namorado.

E se te falta dinheiro ou tesão... 
“Vichi minino!” É melhor chegar mais perto meu irmão...

Me escuta com atenção.

Pode se usado por homem e “tumem” “pu” “mulé” .
Quando arrepia os “pelo” do pé... Huhhh! é um seja o que Deus “quise”!
Pode se usado com abuso e sem “afrição”.

Aconselho aperta bastante pra dar mais tensão.

É “gualzinhi” “bitoca”... se for dado tá bom... se for roubado é melhor...
O importante cariboca, é que seja bem agarrador...


Tem vários “tipo”. Tem uns “gaiato” que dão de laço... Outros de lado.

Tem arrombado que bate no frasco... Tem uns aí que gosta até dependurado...

 

Agora não importa se é de pé ou deitado... “Vo” te “dize” a verdade, dá até agachado...
Uma coisa “to” certo freguesa. Quando o preparado é afeiçoado, fica “tranquila” que vai ter o "memo" resultado...

De olho aqui patrão! Esqueça o caldo de cana e o pastel do Japão.

Vendo o melhor da região! O meu produto eu dou é cruzado. Ah! Este em “oitcho” é sempre danado... E hoje “tá” ainda mais azeitado...
 

O coração só não vai “dispara” se tiver parado ou se o sujeito é acatingado.

Quando eu “perta”... o pulmão “pelas venta” vai soltar o ar abafado.

E os olhos “molhado” “vai” interdita a via como se “tivesse” “acebolado”.

E a feira pode gritar que “cê” num vai escuta “nadica”, nem um surdo! 
 

E “to” empolgado hoje. Ao apreço de um te darei dois. Isto é pra que você pense depois...

A esta altura os “moço” e as “moça” já deve tá curioso.
Deve tá querendo experimenta deste xarope maravilhoso.
Vem cá então... aconchega aqui a este baiano amoroso 
Vem aqui que “vo te” livra deste mundo horroroso 
"Tá qui ó! bichinho" Meu remédio é sem amargor... é mais saboroso...

 

E não tem “mais melhor de bom” que meu abraço gostoso!

Um abração deste gordo moroso e amaço as “tristeza”!


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O “fiu”, se “quise” compra a cesta de laranja também tá...é 10!

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Maurício de Carvalho Gervazoni

Mais:http://www.sem-fronteiras.net/news/havia-dor/

 

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