Onde limite é a virgula e não o ponto.


Natal Advindo

23/12/2013 07:40

 

Natal Advindo

Mais um Natal se aproxima.  E mais uma vez temos oportunidade em celebrá-lo.  Podemos fazer igual à maioria, ignorando sua origem; distraindo-se em cores, fartura, excesso e privação de si. Podemos preocupar-nos somente com as compras, a ceia, as férias e viagens, as festas e os presentes. Podemos fazer diferente, venerando a chegada do espírito natalino em nossa casa. Este símbolo propício que nos convida a nos aproximarmos de nós mesmos, a alimentar a paz e sermos solidários. Porque o Natal não é só mais um entre os diversos eventos no ano. O Natal é um Advento. E esta palavra de origem latina deriva de advir e significa chegada, vinda, começo. O momento no calendário em que deveríamos recolher nossos pensamentos em reflexão, buscando harmonizar o pensar, o sentir e o fazer. Angariando força e renovando as energias. Preparando o corpo e o espírito para o próximo ano. O corriqueiro atualmente é o contrário a isso. Esta envolvida na comoção geral que as vitrines, os anúncios da TV e os shoppings promovem. Todos distraídos para que não tenham que encontrar a si próprios.

Neste ano escolhi celebrar o Natal.

Ao invés de presentes, estarei presente...  Ao invés de pedir, somente agradecerei. Darei e retribuirei afeto. Fecharei meus olhos e relembrarei do ano que um dia eu fui. Capitulando minhas conquistas e derrotas, alegrias e agruras, os novos aprendizados e as oportunidades perdidas...

 

Neste Natal quero reviver todas as minhas Estações Reticentes...

 

“as virtudes do sol de verão em que raiei tantos dias...

iluminaram meu caminho e daqueles que tenho ao meu lado...  

 

as falhas que se foram nas folhas de outono...

cinzentas folhas secas...

más escolhas que desfolhei ao vento, renovando a árvore...

 

os invernos dias tristes em que tive frio...

que sofri da incapacidade de aquiescer quem sou...

de aquecer o corpo com um sopro de ar quente...

 

quando percebi ao abrir nos olhos a janela, florescendo alma primaveril...

permiti-me o nascer da capacidade de consentir o aroma do ser advindo...

foi bela percepção que tive eu... quando te vi... bem-te-vis encantaram...

 

final das estações, aproximo meu nascimento Jesus...

que desta vez desabrochei na manjedoura coração...

servindo o alimento para novos tempos...

 

renovando as estações d´alma que me virão...

sonho que lindo sonho natalino sou eu rei...

refletido na coroa, a pura luz da humanidade que me habita...”

 

Fraternidade, amor e compaixão. Valores incomparáveis a qualquer “ouro de tolo”.

Meu devaneio natalino é vontade em estar, ser e ter um Natal presente. A casa que enfeitarei nestes dias que o precedem, terá o teto multicor, matizando a imaginação do alvorecer ao por do sol. Nas paredes do céu, minhas meias estarão penduradas a espera de recolher esperança. Guirlandas nas portas abertas do vento convidarão todos a adentrar meu recinto natalino. As árvores do meu jardim serão decoradas da raiz a copa, com esferas coloridas das memórias do ano, da vida. O pinheiro estará enfeitado pelos momentos com a família, com os filhos, com os poucos amigos que tenho. Festejarei o pai que tive oportunidade em ser, refletido no filho que sou. Comemorarei com aqueles que são parte de mim, assim como sou parte deles. Nas aventuras e desventuras do ano que se passou. Minha árvore natalina terá incontáveis estrelas destas memórias. Comprazerei do brilho que elas tem. Dividirei meu brilho distribuindo bem-querer.

Por fim, irei preparar-me para ceia me recolhendo, me rezando, me agraciando com pensamentos daquilo que se foi e me fez feliz. Principalmente agradecerei por ter passado por todas as estações.

Incólume não, mas vívido...

O que poderei ser, será o melhor de mim. E em mim, há vontade em reverberar o bom, o belo e o verdadeiro. Permito este espírito natalino adentrar em minha casa. Concebendo o nascimento de um ser humano melhor. Assim, o mundo o tornar-se-á. O mundo visto através da minha janela aberta, atenta... A escolha divina, tem como resultado o pai, o filho e o espirito santo que nasce em meu ser. Proporcionando-me sentir o real significado do Advento. Este que convencionamos nascer em todo dia 25. E que é o amor de Jesus presente. O manar do redentor representando o Natal. O presente que recebo neste dia de festa é o de ser meu próprio Pastor nesta hora. 

 
Texto: Mauricio de Carvalho Gervazoni

 

 

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